By Shared Content on Sep 3, 2010 in Follow Me, Shared Content | 0 Comments

Um rapaz, de vinte e um anos, chamado Alexander foi assassinado. Não estava sozinho. Morreu, com mais 258 pessoas, num avião que se despenhou sobre uma pequena vila escocesa, vítima de um acto de terrorismo.
Esta escultura, chamada Dark Elegy, foi feita pela mãe de Alexander - em memória das mães e viúvas dos que morreram. É quase um auto-retrato do sofrimento, das vítimas que ficaram.
É destas mulheres, é desta escultura, que me lembro - quando leio sobre as mulheres que rodeiam Muammar Kadafi, sejam as guarda-costas ou as raparigas italianas.

By Shared Content on Sep 3, 2010 in Follow Me, Shared Content | 0 Comments
Num país em que escasseiam exemplos de excelência e competitividade a nível internacional, o FC Porto continua a ser um caso invulgar de sucesso: FC Porto. Um rei do tamanho da Torre dos Clérigos – Nos últimos cinco anos, os portistas são aqueles que mais dinheiro fizeram com vendas de jogadores: 249,1 milhões, o dobro do Benfica
Incrível mas verdadeiro. É português o clube que melhor vende (por favor, não confundir com o clube que mais vende, em quantidade de jogadores) desde o Verão de 2006 até ao de 2010 – e, atenção, não estamos aqui a contar com os 98,9 milhões de euros do Verão 2004 (ver ao lado), quando o FC Porto se deu ao luxo de despachar sete recém-campeões europeus, incluindo os três marcadores de golos dessa final da Champions, com o Monaco: Carlos Alberto, Deco e Alenitchev. Não, aqui não entram esses números exorbitantes. É só de 2006 em diante e, mesmo assim, o FC Porto domina as atenções, com 29 milhões de euros de avanço sobre o Real Madrid.
Se estendermos o ranking de 2004 a 2010, o FC Porto é ainda o rei, com 397,9 milhões de euros, seguido do Real Madrid (306,2 milhões de euros), Inter (305,7 milhões) e Manchester United (279,2 milhões).
By Shared Content on Sep 3, 2010 in Follow Me, Shared Content | 0 Comments
Tem havido algum pudor em chamar a Louçã o que ele é: o líder da extrema-esquerda portuguesa. Por ser incensado pelos meios de comunicação social; por se ter, na medida do possível, afastado da herança trotskista e maoísta que marca a esquerda radical portuguesa; por não corresponder ao estereótipo de um ditador comunista; e por ser líder de um partido com forte presença e influência nos meios académicos e cada vez mais instalado no aparelho de Estado. Mas se olharmos com atenção, a agenda do Bloco de Esquerda aproxima-se da agenda de toda a extrema-esquerda europeia: desculpabilização do crime, “multiculturalismo”, combate à economia de mercado e um discurso anti-liberal obcecado pelo dirigismo estatal (na escola, nas empresas, na rua). Mas talvez devêssemos pensar que se se parece com a extrema-esquerda, age como a extrema-esquerda e fala como a extrema-esquerda é bem capaz de ser mesmo a extrema-esquerda.
Junta-lhe apenas um pormenor: a promoção incessante de “causas fracturantes” e culturalmente “progressistas”. E a questão é saber se foi a extrema-esquerda que cedeu às causas fracturantes que dizia combater no passado ou se foram os “progressistas” que cederam ao populismo da extrema-esquerda. Inclino-me para a segunda. E ao decidirem seguir este caminho escolheram um espaço político. Um espaço em relação ao qual a esquerda civilizada tinha obrigação de manter um cordão sanitário.
Para que esse cordão sanitário exista e se mantenham fechados no baú da história fantasmas do passado seria necessário começar por dizer que o rei vai nu: Louçã não está, pelo seu populismo desbragado, no arco da esquerda democrática. Poderá eventualmente ter apenas a vantagem de, com a sua presença, travar o crescimento de uma extrema-esquerda mais violenta. Mas nem por isso deixa de ser o que é.
Publicado n’O Insurgente. Não publicado – obviamente – no Expresso Online.
Leitura complementar: Daniel Oliveira faz dura crítica a Francisco Louçã.
By Shared Content on Aug 31, 2010 in Follow Me, Shared Content | 0 Comments
It looks like the highways of Japan could soon get a bit brighter -- at least if these new BeamAtic Premium head lights from Ichikoh Industries ever catch on. Developed by France's Valeo SA, the headlights make use of an on-board camera and some image processing software that tracks oncoming vehicles, and some movable dousers attached to the headlights that are able to deflect the light so it doesn't bother other drivers; the idea there being that you could simply leave your high beams on all the time without worrying about blinding anyone. No word on any plans for a release over here, but you'll apparently be able to get them in Japan next month, and the company is also reportedly looking to talk some Japanese automakers into offering them as a factory-installed option.
BeamAtic Premium headlights let you keep your high beams on all night long originally appeared on Engadget on Tue, 31 Aug 2010 17:56:00 EDT. Please see our terms for use of feeds.
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By Shared Content on Aug 29, 2010 in Follow Me, Shared Content | 0 Comments

In 1924, irritated with the undiscerning faddishness of modern art criticism, Los Angeles novelist Paul Jordan Smith “made up my mind that critics would praise anything unintelligible.”
So he assembled some old paint, a worn brush, and a defective canvas and “in a few minutes splashed out the crude outlines of an asymmetrical savage holding up what was intended to be a star fish, but turned out a banana.” Then he slicked back his hair, styled himself Pavel Jerdanowitch, and submitted Exaltation to a New York artist group, claiming a new school called Disumbrationism.
The critics loved it. “Jerdanowitch” showed the painting at the Waldorf Astoria gallery, and over the next two years he turned out increasingly outlandish paintings, which were written up in Paris art journals and exhibited in Chicago and Buffalo.
He finally confessed the hoax to the Los Angeles Times in 1927. Ironically, “Many of the critics in America contended that since I was already a writer and knew something about organization, I had artistic ability, but was either too ignorant or too stubborn to see it and acknowledge it.” Can an artist found a school against his will?
By Shared Content on Aug 19, 2010 in Follow Me, Shared Content | 0 Comments
Entrevista do José Manuel Fernandes ao I
Disse na comissão de Ética que este foi o primeiro-ministro que pior lidou com a liberdade de imprensa. Porquê?
Ainda antes de ser primeiro-ministro já havia alguma tensão pela forma como ele lidava com questões banais como o facto de haver críticas contra ele no jornal. Hoje em dia, com tudo o que aconteceu no final da anterior legislatura, as pessoas esquecem um pouco o que se passou no período áureo dessa legislatura, com a maioria absoluta, entre 2007 e 2008. É bom lembrar, por exemplo, que quando nós publicámos a primeira história da licenciatura ela foi silenciada em todos os outros jornais, rádios ou televisões durante oito dias exactos. Só a Rádio Renascença pegou nisso episodicamente, mas tirou a peça do ar depois de receber um telefonema dos assessores. Ninguém noticiou aquilo, quando o interesse público era óbvio. Como é que isso aconteceu durante tanto tempo? É porque algo não estava bem neste sector: não foi apenas pela existência de telefonemas, mas devido a um determinado clima instalado. Aliás, quando o primeiro-ministro vai à RTP para dar as suas explicações sobre a licenciatura, se as pessoas só vissem a RTP não perceberiam de que é que ele estava a falar porque a RTP não tinha dado uma única notícia sobre o assunto. Só tinha havido referências vagas no programa de Marcelo Rebelo de Sousa. Isso é normal? É independente? Mas a Entidade Reguladora da Comunicação achou normal…
Obs. O sublinhado é meu. Esta afirmação toca num dos pontos mais anedóticos das censuras: quando os factos finalmente se impõem acaba a ser o poder a ter de desmentir o que oficialmente nunca assumiu que existia.
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